quarta-feira, 29 de julho de 2015

Bem-vindo


Foto: Waldir C. Marinho

olhas para mim
e me pergunto o que vês
amor, reencontro, porquês?
tão frágil assim
neste teu, meu, renascer
seja bem-vindo meu bebê






sexta-feira, 19 de junho de 2015

Virou amizade


Foto: Waldir C. Marinho

Notei o casal de idosos à minha frente.
Ele devia ter quase noventa anos, ela uns oitenta.
Atitude carinhosa entre os dois, delicada.
Ele trouxe um café para a esposa, e enquanto ela bebia ele ficou acarinhando os cabelos da mulher com as mãos.
Palavras suaves, olhares, sorrisos.
Lindos.
Muito tocante ver pessoas assim que depois de tantos anos ainda demonstram tamanho carinho e respeito. 
Pareciam ser, sobretudo, grandes amigos.
Fiquei meditando sobre as vezes em que ouvi, como justificativa para processos de separação conjugal, a frase recorrente: "Acabou o amor, virou amizade".
Observei mais uma vez o casal de idosos e a grande cumplicidade entre os dois.
Virou amizade?
Talvez aí é que tenha começado o amor.




domingo, 10 de maio de 2015

Chamo por ti


Foto: Melissa Marinho

se estou amargurado
solitário
triste
chamo por ti

você me acode
me consola
me acalma
me abraça
me enxuga o pranto

sempre que eu precisar
sei que em ti poderei me apoiar
por mim esperará
me amparará
nunca me deixará sozinho

todas as pessoas
sem exceção 
seja lá como levam suas vidas
dos erros cometidos
dos crimes praticados
grandes ou pequenos
todas as pessoas
nos momentos de aflição
nas horas difíceis
até no momento derradeiro
se rendem e clamam
pedem amparo
socorro

sei que sempre me ajudará
sempre me compreenderá
sempre me perdoará

sei que sempre me amará
incondicionalmente

sempre

só de pensar em sua benção
chego às lágrimas
sinto paz

eu te amo

mãe


sexta-feira, 24 de abril de 2015

A geração KKK



Eu me dirigia à padaria próxima de minha casa imerso em pensamentos sobre um fato social que me tem perturbado ultimamente.
Quem sou eu para julgar alguém, mas é que esta realidade vem me incomodando
 muito.
Bem, é o seguinte, é que tenho visto hoje em dia, como posso dizer, uma espécie de, idiotização, nas comunicações sociais, é isso.
Será que fui muito severo nesta minha opinião?
Vai saber, mas atualmente está demais, demais.
Deixa eu tentar explicar.
Isso ocorre principalmente nas redes sociais, em especial no WhatsApp, mas também no Facebook e em outras.
É um tal de piadinha pra cá, vídeozinho prá lá, fotinha engraçadinha, desenhinho bobinho, como se uma grande parte das pessoas não levasse mais nada a sério.
Creio que isto ocorre bem mais entre os jovens.

Um envia um vídeo, os outros comentam, dão risadinhas, respondem com comentários ainda mais frívolos, enviam outros vídeos, mais risadinhas, e assim vai.
Isso tudo adornado pelo uso sofrível da língua portuguesa.
É "KKK" pra cá, "KKK" pra lá. 
Inutilidades diversas.
Se fizerem uma estatística a respeito, eu me pergunto, qual será o percentual de futilidades que são trocadas, minuto a minuto, nas mensagens do WhatsApp?
Eu me arrisco a dizer que perto de 90% das mensagens postadas são pura bobagem.
Onde estão as ideias, as discussões, onde foram parar as reflexões? 

Cadê as conversas sobre literatura, sobre filosofia, sobre arte, sobre religiosidade? 
Os assuntos edificantes? A consciência moral?
Porque tamanha superficialidade?
Porque?
Entrei na padaria em meio a estas reflexões.
Ao aproximar-me do balcão, uma surpresa. Um rapaz, de uns 20 anos ou menos, sentado com um livro ao lado. Dostoiévski. Será? Um garoto tão jovem lendo este escritor? O livro era "O idiota". Imaginem a cena, totalmente sugestiva para meus pensamentos do momento. Perguntei se era ele quem estava lendo aquele livro, confirmou. "Parabéns" - não me contive. Falei a ele de minhas últimas reflexões, trocamos algumas palavras e nos despedimos.
Nada está perdido, pensei, aquele rapaz se transformou numa espécie de herói, alguém que vai salvar o mundo de tanta idiotice.
Fiquei até um pouco incomodado, afinal eu mesmo nunca li Dostoiévski, rs.
Pois é.
Opa, acabo de ouvir aquele som característico, deixa eu olhar meu celular, recebi uma mensagem no WhatsApp.
Um vídeo, vou clicar play.
Até que é bacaninha este vídeo.
Deste estou gostando.
Bom mesmo.
Está quase chegando no final.
Que engraçado!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK



terça-feira, 31 de março de 2015

Ela chorou


Foto: Waldir C. Marinho

Meu Deus. 
As palavras vieram, assim, inesperadas. 
Atingiram-me a alma.
"Quando meu filho foi morar em São Paulo, eu chorei".
"Ninguém viu, mas eu chorei".
De forma doce, como tudo o que ela fala e faz, disse estas palavras, timidamente, tão suavemente, como se acanhada em confessar a sentida emoção.
Já se vão quase 15 anos em que saí do Rio e fui para São Paulo, e minha mãe nunca havia falado nada parecido para mim.
Ah, mãe.
Ah, minha mamãe.
Teria bastado uma frase.
Meu filho, não vá.
Não vá.
Mas eu fui.
E, agora sei, ela chorou.
Eu também.




sábado, 28 de fevereiro de 2015

De todos

Foto: Waldir C. Marinho

há quem veja um Deus exclusivo
eu vejo diferente
este que me tolera
me ajuda
me abençoa até quando não mereço
este que sempre me ouve 
mesmo que eu nem sempre o ouça
este que é infinitamente justo e bom
este Deus é de todos
não de alguns
mas de todos
dos católicos
evangélicos
pentecostais
espíritas
umbandistas
candomblecistas
judeus
budistas
muçulmanos
seja lá qual for o credo
é Deus dos que acreditam
e também dos que se julgam ateus
dos cristãos
e também dos pagãos 
dos moderados
e também dos fundamentalistas
é Deus de todos os povos
raças
vontades
partidos
cores
opções
é Deus das famílias
e também dos moradores de rua
dos justos 
e dos nem tanto
dos homens de bem
e também dos criminosos
não importa quais crimes tenham praticado
este Deus é único
e de todos
povo de Deus
somos todos nós



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Momentos


Foto: Waldir C. Marinho

poentes encarnados
lua e estrelas
alvoradas de passarinhos

gestos de ternura
música da alma
o descobrir da poesia

o dia em que percebi que posso escrever
e que há quem se sinta tocado 
pelo que meu peito grita

quando venci o egoísmo e ajudei a um irmão
seu doce olhar de gratidão
de brilho inesquecível

nossas conversas íntimas
em prantos
eu e Deus

amor
muito amor
amor demais



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O caminho


Foto: Waldir C. Marinho


Há mais de dois mil anos nos foi apresentado o caminho
O único
Amor

O querido apóstolo Paulo nos ofertou verdades tão lindas.

"O amor é paciente, 
é benigno,
não se arde em ciúmes,
não se ufana, 
não se ensoberbece.
O amor não se conduz inconvenientemtente, 
não procura os seus interesses, 
não se exaspera, 
não se ressente do mal.
O amor não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade.
O amor tudo sofre, 
tudo crê, 
tudo espera, 
tudo suporta."
(Coríntios 1, cap. 13)

Se fui ofendido
Mas se eu amo
Perdôo

Se eu amo nem enxergo a ofensa

Tudo se resolve
Tudo se alcança
Basta amar

Vejo pessoas queridas que não se entendem
Que elas se entendam
Que todos nos entendamos
Irmãos que somos
É o que desejo
Do fundo de minh'alma
Neste dia de Natal




domingo, 23 de novembro de 2014

Na calçada do Hospital das Clínicas


Foto: Waldir C. Marinho

Eu caminhava, devagar, bem cedo, em paz.
Ambiente arborizado, bonito, repleto de pessoas, em grande parte familiares e pacientes do conhecido hospital.
"Ah, porque você não quer namorar com ela?", voz de mulher, sentada num banco debaixo de uma árvore. "Porque sou muito pequeno!", a resposta veio de uma criança, um menino de uns sete anos. Percebi que a sugerida namorada, a menina sobre a qual a mulher se referira brincando, era sua filha, de idade semelhante à do menino. A menininha era especial e observava a cena em sua cadeira de rodas, enquanto o menino brincava, pulava, corria no entorno. Ele era 'normal' segundo os olhos da sociedade. "Só quando eu crescer", o menino acrescentou. Todos sorriram. Fiquei imaginando a luta daquela mãe procurando inserir sua filha num contexto social. Busquei na face da mulher o que escondia seu sorriso, uma nota triste me alçou a alma, imaginei como seria aquela conversa dali a uns dez anos, quando as crianças não forem mais crianças, quando a realidade adulta, com toda sua hipocrisia e crueldade, se impor.
Mais à frente uma outra criança especial, agora um menino, também em uma cadeira de rodas e com sua mãe ao lado. Olhou para mim. Aparente patologia mental lhe trazia um esgar ao rosto. Ao topar com ele, com seu olhar, abri um sorriso. Costumo fazer isso quando vejo pessoas com deficiências ou com doenças graves. Fico imaginando como deve ser difícil, como deve doer no peito, estar na situação destas pessoas que além de suas condições difíceis ainda frequentemente acabam por perceber nos outros olhares de repulsa. Por isso, ao encontrar pessoas assim, tenho este hábito, procuro oferecer de imediato meu sorriso.
Depois vi, em meio a várias pessoas, uma menininha com um fino tubo plástico nas narinas, como aquela menina do livro "A Culpa é das estrelas". Fiquei torcendo que não fosse o mesmo caso, afinal não visualizei o cilindro de oxigênio como aquele que a protagonista do livro carregava pra lá e pra cá. Tomara fosse outro o motivo daquele tubo, pensei. Passei pelo grupo, pela menininha, observando, e aí pude perceber nas mãos da mãe da menina alguma coisa colorida. Era algo envolvido em crochê azul, rosa, amarelo, verde. Pesado. Era o cilindro de oxigênio, multicor, disfarçado na tentativa de humanizá-lo. Talvez fosse o mesmo caso do livro, enfim. Nova nota melancólica vibrou em mim. Ela tinha uns 5 anos.
Caminhar por este lugar me coloca em outra perspectiva.
Em outro prisma de consciência.
Problemas, eu? Que nada.
Quantas pessoas, tantas, precisam de ajuda, de muita ajuda, neste mundo de Deus.
E quem as ajuda? 
A sociedade precisa ter mais compaixão, mais solidariedade, precisa mudar.
O ser humano precisa mudar.
Eu preciso mudar.
Passou por mim um homem caminhando apressado, com uma camisa listrada, falando ao celular. "Então, eu preciso de cinquenta reais", disse ele, enquanto em passadas rápidas seguia adiante. E continuou, "é que minha filha acabou de falecer e está faltando este valor para completar o pagamento do sepultamento".
Desta vez interrompi meus passos.
Observei o homem, em sua camisa listrada, ainda falando ao celular, desaparecer em meio à multidão.
A seguir tive o ímpeto de ir atrás dele, nem sei para fazer o que, para emprestar dinheiro talvez, saí andando apressado. 
Procurei e procurei, chegando próximo a uma esquina movimentada. 
Não mais o encontrei.
Fiquei ali, olhando as pessoas.
Parado.
Calado.
Em profunda reflexão.
Na calçada do Hospital das Clínicas.







domingo, 12 de outubro de 2014

O prêmio da tia Wanda


Foto: Waldir C. Marinho

Observava as imagens que passavam, ruas, carros, casas, pessoas. Pequenino, quase não conseguia alcançar a janela de trás do Passat branco. Seria mesmo um Passat branco? Já não tenho tanta certeza. Meu pai teve vários automóveis por estes anos todos, mas naquela época creio que o Passat era o preferido, e se não era branco, era bege. Todos os domingos, final da manhã, sempre o mesmo trajeto. Na época não havia ainda o Metrô naquela região da cidade, então da Av. Monsenhor Félix meu pai entrava direto na Automóvel Clube, onde hoje fica a estação, e após percorrer um trecho conseguia virar à esquerda, lá na frente, entrando na Rua Coronel Vieira pela parte de trás. Como a Coronel era mão única somente podíamos chegar ao nosso destino dando esta volta, lá por perto do Juramento. 

Lembro bem daquela curva fechada que meu pai fazia com seu Passat, saindo da Automóvel Clube e entrando na Coronel, devagar e, durante a curva, ao olhar pela janela à direita, eu podia ver duas torres de uma fábrica. Bem, eu achava que era uma fábrica. Aquelas torres pareciam dois guindastes, talvez fossem mesmo, cada uma com uma casinha amarela lá em cima. Aquilo instigava minha imaginação. Creio que aquelas casinhas eram as cabines de controle dos guindastes, eu ficava olhando imaginando pessoas lá em cima dentro daquelas casinhas, e tinha vontade de um dia poder subir lá. Essa tal "fábrica" era ao lado de onde ficava uma loja de materiais de construção, Diamantino Lucas, algo assim, quem conheceu o bairro de Irajá há mais de 30 anos atrás sabe do que estou falando. Hoje naquele local há um condomínio residencial, e creio que também há uma Telhanorte. 

Então meu pai continuava o trajeto, percorria a rua Coronel Vieira, cruzava a rua do rio, passava em frente ao Urubú Cheiroso (nome engraçado de um bloco carnavalesco que ainda existe) e depois da metade da rua, já se aproximando mais da esquina onde era o banco Banerj, hoje Itaú, chegávamos ao nosso destino, a casa de meus avós maternos. 

No Passat branco, ou bege, seguíamos eu, meu pai Waldir, minha mãe Vilma, e meus irmãos Sérgio e Mário, rumo à casa de meus avós. Domingo era dia de almoçar lá na casa deles, vó Mercedes e vô Ataualpa. O nome de meu avô dava uma história à parte. Com o nome de origem Asteca, ou Maia, ou Inca, nem sei, meu avô era homônimo de um antigo imperador. Minha avó dizia que ninguém conseguia acertar o nome dele, todas as cartas que chegavam (claro, ainda estávamos longe de usar email, WhatsApp, etc.) vinham com o nome de meu avô escrito errado. Certa vez, dizia minha vó, o erro foi um absurdo, e ela chegou a comentar com o carteiro, com a carta em mãos: - Meu senhor, eu já vi chamarem meu marido de Atalpa, de Ataulpa, de outros nomes, mas de 'atolado' é a primeira vez, rs. 

A casa era daquelas num terreno mais alto que a rua, em que é preciso subir uma escada logo na entrada. Abríamos o portãozinho metálico de cor cinza, subíamos os degraus e, pronto, chegamos!

Tomara que e não esqueça de alguém, mas vamos lá, vou tentar lembrar de todas as pessoas que frequentavam os almoços dominicais lá naquela casa. Além de minha mãe, meu pai e meus irmãos, e meus avós claro, iam também minha tia Vanir e o tio Gilson, que são meus padrinhos, o primo Gilsinho e, nossa, a prima Giselle ainda nem era nascida! Só nasceu bem depois. Também iam a tia Wanda e o tio Zeca, o primo Zé Cláudio e a prima Ana Cláudia, o tio Valmir, que na época era solteiro, o primo Humbertinho ia com frequência, a tia Stela também. Os primos Márcio e Marcelo também apareciam, com a tia Sônia e o Jurandir. A dona Maria, vizinha da minha vó também aparecia por lá, seus filhos, e também outras pessoas, familiares e amigos, quem não foi citado que me perdoe. Era uma molecada grande, todos os primos e amigos juntos, somente a Aninha de menina. Era uma farra.

O tio Valmir, o Sérgio, o Zé Cláudio e o Gilsinho, o Humbertinho também, costumavam jogar bola no quintal da frente, uma área pequena que mal dava para dar alguns passos. O Valmir no meio dos moleques vez em quando dava uns chutões, não perdoava os pequenos, a molecada se defendia como podia. Lembro do meu tio levantando o braço preparando o chute, quando ele fazia isso a turma já sabia, lá vem bomba! Rs.

Meu primo Zé Cláudio, mais velho que eu, juntava os menorzinhos em torno dele e contava histórias. 'Uncótio' era o apelido dele na época, esse era o jeito que a prima Aninha, irmã mais nova dele, chamava o irmão quando era bem pequenininha. O Zé Cláudio, ou Uncótio, contava histórias de personagens infantis que ele mesmo inventava, era muito divertido, eu adorava.

Lá pelo meio da tarde sempre começava o carteado, os adultos, normalmente os tios Gilson e Zeca, meu pai e meu avô, jogavam Buraco em uma mesa no quintal. Alguns dos moleques mais velhos, meu irmão Sérgio, o Zé Cláudio, também arriscavam por vezes jogar entre os adultos. Quando o Humbertinho estava por lá também jogavam Sueca. Ah, agora lembrei, o Seu Domingos, pai do tio Zeca, também ia lá às vezes, e ele adorava jogar Sueca.

À tarde costumávamos, junto à TV da sala, ver o Programa Silvio Santos, lembro que na época o quadro "Qual é a música?" estava no auge. Já no início da noite víamos Os Trapalhões, ríamos muito e  quando começava o Fantástico era hora de ir embora. Por vezes meus pais queriam sair antes de terminar os Trapalhões e então era um tal de "ah, mãe, pai, peraí, espera um pouquinho!".

Minha avó era filha de espanhol mas adorava fazer macarronada. Também era comum em seus almoços dominicais termos frango e carne assada. Lembro bem do momento do almoço. Todos pequeninos, cada qual com seu prato lá naquela área atrás da cozinha, ao redor daquela mesa de madeira, e um ou outro sentado no chão pois não cabia todo mundo. Para estimular a molecada que tinha dificuldade de comer direito a tia Wanda costumava prometer: - Quem comer tudo vai ganhar um prêmio! Nós todos estamos até hoje esperando o tal prêmio da tia Wanda, rs. Outro dia eu encontrei a tia Wanda, e foi muito engraçado. Eu disse a ela que, mesmo agora com mais de quarenta anos, ainda estava esperando meu prêmio, e ela me disse: - Eu ainda não te dei o prêmio não? Rs.

Algumas pessoas citadas, infelizmente, não estão mais fisicamente entre nós. Um certo tempo atrás eu passei em frente à casa, que ainda está por lá, e tirei esta foto que ilustra o texto.

Foi uma época inesquecível. Eu ficaria muito feliz, muito mesmo, que você que me lê, e que porventura tenha alguma lembrança daqueles dias, e talvez até tenha sido citado neste texto, comentasse abaixo, compartilhando suas memórias conosco. Grande abraço.